O índice do dólar norte-americano, que mede o seu desempenho face a um cabaz de principais moedas, subiu até agora mais de 1,4% esta semana em relação ao fecho de sexta-feira. Os ganhos surgem à medida que os investidores reagem ao impacto da guerra no Médio Oriente, particularmente nos mercados energéticos. Uma consequência imediata do conflito foi o encerramento do Estreito de Ormuz, interrompendo as exportações de petróleo e gás natural a partir da principal região produtora mundial e aumentando os receios de que um confronto prolongado possa desencadear um choque energético global. Tal cenário implicaria, muito provavelmente, uma subida acentuada dos preços do petróleo e do gás, reavivando pressões inflacionistas. Neste contexto, o dólar norte-americano beneficia de dois importantes fatores de suporte. Em primeiro lugar, o seu estatuto de ativo de refúgio reforçou-se, uma vez que os investidores continuam a valorizar a liquidez do dólar em períodos de maior turbulência e incerteza. Em segundo lugar, a perspetiva de preços globais de energia mais elevados levou a uma reavaliação da trajetória da política monetária da Reserva Federal, com as expectativas de três cortes de taxas em 2026 a começarem a esbater-se num cenário de maior inflação.
Ricardo Evangelista – ActivTrades

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